Lutas de MMA levam 5 mil pessoas ao ginásio em Itu


Marcelo Cruz derruba João Paulo, mas acaba derrotado

Cinco mil pessoas fizeram um programa diferente em Itu no último sábado. Elas lotaram o Ginásio Municipal Prudente de Moraes para assistir ao Jungle Fight, o maior evento de MMA da América Latina. O MMA (artes marciais misturadas, na sigla em inglês) é a modalidade de lutas que mais cresce no planeta e que vem ganhando cada vez mais adeptos no Brasil. O País, inclusive, sedia no próximo sábado uma etapa do principal evento do mundo: o UFC, que será realizado no Rio de Janeiro. O que elas assistiram esteve bem além de socos, chutes e golpes das mais variadas artes marciais; do sangue que escorreu dos rostos dos lutadores em quase todos os combates e até do desmaio sofrido por Lucas Rota, que "apagou" ao receber um mata-leão do seu oponente, Marcelo Guimarães, na última luta da noite, valendo o cinturão na categoria 84 quilos.
Quem estava nas arquibancadas pôde notar os momentos das entradas dos lutadores no ringue, sempre cercados de expectativa criada pelo som e luzes. Percebeu, também, a pontualidade do evento, que começou no horário marcado e emendou sempre uma luta na outra, impedindo que o público ficasse impaciente. Quem estava dentro de quadra, mais próximo ao ringue, teve outras emoções. Viu de perto o sofrimento dos que apanhavam, o suor saltando a cada soco bem aplicado. E o frenesi de Wallid Ismail, ex-lutador de jiu-jítsu e vale-tudo, hoje presidente do Jungle Fight e tido como um dos principais nomes na promoção do MMA no Brasil.
Fernando Kioshi antes
de entrar na arena

 
Cara de mau
Ao ter seu nome anunciado, o lutador entra numa passarela ao som da música escolhida por ele próprio. Invariavelmente com cara de mau, e acompanhado na feição por seu técnico, ele caminha até o ringue. Chegando lá, é revistado por um membro da organização (que passa as mãos até atrás das orelhas, buscando possíveis objetos cortantes) e recebe vaselina no rosto, o produto evita que golpes entrem em cheio, diminuindo o risco de ferimentos.
A maioria opta por músicas, digamos assim, padrão, como batidas de rock ou eletrônicas. Mas há quem se diferencie. Como Fernando Kioshi, itapetiningano da equipe sorocabana Herman Gutierrez, que vestiu um kimono preto e desfilou ao som do tema do seriado Jaspion. O público gostou e no meio do combate (que ele perdeu para o peruano Diego Akita) chegou a ensaiar gritos lembrando o super-herói nipônico.

João Paulo Pereira foi outro que inovou na entrada. A música gospel que escolheu e os passos lentos "quebraram o clima". Se foi por causa disso ou não, é impossível saber, mas ele finalizou Marcelo Cruz e saiu do ringue com a vitória.

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